E o meu Mundo Caiu.

Testemunho de Padre Renato Leite

Em relação ao seu afastamento do IBP

Motivado por conflitos internos

Com Orlando Fedeli e a Associação Montfort.

Texto retirado diretamente do site Montfort, usado pelo Professor Orlando Fedeli em sua própria defesa contra todas as acusações que pesaram contra sua pessoa referente à saída do IBP – Instituto Bom Pastor do Brasil, inexplicavelmente cinco dias após terem conseguido uma Capela Definitiva em São Paulo.

http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=cronicas&artigo=capela_vazia&lang=bra

Minhas considerações estarão logo abiaxo das palavras de:

Segue

Fratres in Unum

Padre Renato Leite

Padre Renato Leite

OS FATOS 1ª parte

Caros amigos:

Falo aqui como testemunha:

.

Temos que reconhecer o mérito de muitos amigos do professor Orlando que por inspiração dele fizeram o quanto puderam para apoiar e estimular o trabalho do IBP no Brasil. A generosidade de alguns foi realmente admirável mas, o discurso de que o apoio dado ao IBP foi em razão de seu combate em favor da Missa Tridentina e da crítica ao Concílio Vaticano II é no mínimo “incompleto” para não dizer “suspeito”.

A casa do IBP situada no bairro do Ipiranga da qual estive à frente por oito meses, foi instituída com uma finalidade específica: “Preparar os alunos do Professor Orlando para ingressarem no seminário do IBP em Courtalain, França”. E obviamente, essa preparação estaria prioritariamente a cargo do professor Orlando que com os amigos, “pagavam todas as contas da casa”, imaginando ter uma espécie de “direito adquirido” para assim proceder no que dizia respeito à formação dos rapazes.

Um fato importante a ser recordado é que a casa do IBP aqui estabelecida não foi uma iniciativa do Instituto mas uma “oferta” do professor Orlando conforme um acordo prévio com o Padre Navas do Chile, então superior do Instituto na América Latina e antigo amigo do professor para que a mesma funcionasse como o descrito acima.

A casa seria um instrumento para o professor Orlando atingir um dos seus mais ousados objetivos: O ter padres sob o seu comando direto. E, para atingí-lo, seria enviado para Courtalain um número cada vez maior de alunos do professor que, ordenados padres, garantiriam a influência e o controle do Instituto do Bom Pastor pelo professor e seus amigos, recordando que o IBP já nasceu Pontifício ou seja “grande” canonicamente falando, com aprovação direta do Papa e portanto “tentador”.
01:15 (11 horas atrás)

Padre Renato

OS FATOS 2ªparte

Logo após sua primeira e última visita à casa e em seguida a de dois de seus colaboradores diretos na França, o superior geral do IBP, Padre Laguerie não gostou da ingerência do professor e exigiu que o Padre Navas tomasse as devidas providências estabelecendo como estratégia de ação quanto ao professor, “o homem das idéias estranhas que queria controlar o IBP”, o que segue:
“O vosso dinheiro sim, as vossas idéias não”.

O professor Orlando imediatamente reagiu acusando o Padre Navas de ser o único responsável pela tentativa de afastá-lo da casa, rompendo assim com ele. Não muito tempo depois o professor viaja para a Europa e encontra-se com o Padre Laguerie que não querendo perder o “dividendo político eclesiástico” de ter uma casa do Instituto em São Paulo , “”autoriza”" o professor a dar aulas… Aqui inicia-se o “êxodo” de padres e seminaristas que lá moravam, entre eles eu, que enfim nos demos conta da encrenca na qual havíamos nos metido.
Após o “acordo”, é enviado para assumir a direção da casa o Padre Perrel que tinha a missão de concluir o trabalho não terminado pelo Padre Navas, apesar da suposta autorização dada para as aulas pretendidas pelo professor.
Mantidas as coisas conforme as ordens do Padre Laguerie, inicia-se uma “guerra fria” entre o Padre Perrel e o professor Orlando assim definida:
“Já que o professor não pode dar aulas na casa do IBP para o Padre e para os seminaristas, o Padre Perrel não pode dar aulas e formação para os amigos do professor”.

01:17 (11 horas atrás)

Padre Renato

OS FATOS 3ª parte

Isso explica a linha de pensamento do Padre no sermão da última missa quando afirmou que:

“Durante esses seis meses no Brasil, tive o sentimento de que para muitos o sacerdote é somente um distribuidor de sacramentos.
E também:

“É neste ponto que a atitude de alguns está errada pois limitaram o Padre à capela, impedindo-o de ir mais além na sua paternidade espiritual.”
Numa referência clara à crise envolvendo o grupo de amigos do professor em São José dos Campos, ele e o próprio professor poucos dias antes da última missa.

Gostaria de terminar esses esclarecimentos recordando a todos que toda essa confusão deve ser “creditada” nas contas das vaidades de duas pessoas:
Primeiramente na conta do professor Orlando que vive esquecido de que, não importa o que diga ou faça, continua sempre um leigo não tendo autoridade docente na Igreja para submeter sacerdotes e formar seminaristas como pretendia nessa malfadada empreitada junto ao IBP. Tal tarefa está reservada exclusivamente aos bispos membros da Hierarquia da qual ele não faz parte.

Em segundo lugar na conta do Padre Laguerie Superior Geral do IBP que tem autoridade direta sobre os padres e sobre a formação dos seminaristas e que discordando das idéias do professor “desde sempre”, tinha a obrigação moral de deixar isso claro sem “simular” uma autorização que depois se verificou inexistente e que gerou inúmeros transtornos permitindo que o “oportunismo” prevalecesse sobre a franqueza e a sinceridade.

Lamento tudo isso e rogo a Deus Sua Misericórdia de modo particular para aqueles que defendendo a “Bandeira da Fé Católica” acabam por ter na prática, as mesmas atitudes daqueles que dizem combater.

Nos Sagrados Corações de Jesus e Maria SS.

Padre Renato Leite

Xeque-mate por Penetra.

Fratres in Unum

Ego sum Pastor Bonus III: o testemunho do Pe. Renato Leite

Este bom e corajoso sacerdote celebrará, neste domingo, sua última missa antes de retornar a seu lar. Doravante será tido como mais um traidor. Entretanto, uma reflexão deve ser feita ao se olhar para esses últimos dias: esse sacerdote, que por sinal não dá maus conselhos e não é nenhum liberal, também sobrepôs sua dignidade sacerdotal à uma vassalagem prestada a quem se apropria das mentes alheias, da mesma forma que um outro sacerdote (membro de uma facção modernista num instituto tradicional)… Coincidência?!

Que os [profundíssimos] comentários em blogs das mais variadas correntes respondam a esse dilema, já que o mentor e seu veículo oficial se mantêm em silêncio!

PS.: a este bom Pastor nos referíamos neste post de 08 de agosto.

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O que diz o IBP sobre o assunto:

Publicamos a última homilia do Abbé Roch Perrel no Brasil:

Os “Modernistas” nada fizeram para tirar o IBP do Brasil!

*obs. Isto não é uma defesa aos erros ou afirmações do modernismo, mas uma simples verdade que isenta qualquer ação externa que motivaram esta atitude do IBP.

O Tema Continua com as Considerações do Autor….

E o seu Mundo Caiu.

Orlando Fedeli e o Site Montfort tentam justificar o injustificável.

Sou Doente” Afirmação de Fedeli …

O Impossível e o Extraordinário

Ainda a Montfort e o IBP = Deus lo vult!

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS CRÍTICAS AO VATICANO II - Veritatis Splendor

Missa Tridentina em Latim, como Pode isso agora?

Pode é claro, considerado o Rito Perfeito, deixou de ser usado após o Concílio que criou e Promulgou o rito utilizando a língua vernácula, isto é, a língua de cada país em particular.

Este rito da Igreja Católica jamais foi abolido, mas com a implantação da Missa na língua vernácula após o Concílio Vaticano II ela caiu em desuso, pois a Nova Missa foi de grande aceitação pelo povo e pelos sacerdotes em geral.

Porém grupos de tradicionalistas na França foram contra a implantação da Missa Nova desde o princípio, Dom Lefebvre liderou durante anos esta resistência formando novos padres conforme a sua consciência, chegando a ser separado da comunhão plena da Igreja Católica quando por sua própria vontade cometeu um ato Cismático ordenando Bispos sem a autorização Papal.

Com o Falecimento de Dom Lefebvre este movimento de resistência perdeu muito de sua força e grupos de padres seguidores de Dom Lefebvre entraram em contato com a Santa Sé para retornarem à Plena Comunhão com a Igreja.

O Papa Bento XVI para facilitar este regresso tomou algumas medidas com relação à celebração da Santa Missa.

O documento anunciado pelo Vaticano Libera para quem quiser celebrar o Rito Tridentino, com algumas ressalvas, Porém não obriga a sua Celebração a quem não queira.

A Missa a ser Celebrada na forma Ordinária continua sendo a mesma de sempre, a Missa no Rito Tridentino Deverá ser Celebrada de maneira Extraordinária.

Pelo fato de não estar sendo celebrada já a muitos anos e ter pormenores mais complexos, são poucos os padres no Brasil que se sentem a vontade ou se fazem aptos para Celebrá-la.

Foi Criado Pelo Papa o Instituto Bom Pastor que teria a função entre outras de atuar nesta área preparando os Sacerdotes que quisessem Celebrá-la, porém não de forma única e obrigatória como os Radicais Tradicionalistas proclamam e desejam.

O desejo do Papa é a união e não o Conflito.

Leia o trecho do Documento que diz:

Motu proprio Summorum Pontificum

Art. 1. O Missal Romano promulgado por Paulo VI deve ser considerado como a expressão ordinária da lei da oração (lex orandi) da Igreja Católica de Rito Romano, enquanto que o Missal Romano promulgado por São Pio V e publicado novamente pelo Beato João XXIII como a expressão extraordinária da lei da oração ( lex orandi) e em razão de seu venerável e antigo uso goze da devida honra. Estas duas expressões da lei da oração (lex orandi) da Igreja de maneira nenhuma levam a uma divisão na lei da oração (lex orandi ) da Igreja, pois são dois usos do único Rito Romano.

Portanto, é lícito celebrar o Sacrifício da Missa de acordo com a edição típica do Missal Romano promulgado pelo Beato João XXIII em 1962 e nunca anulado, como a forma extraordinária da Liturgia da Igreja. Estas condições estabelecidas pelos documentos prévios Quattuor abhinc annos e Ecclesia Dei para o uso deste Missal são substituídas pelas seguintes:

http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=decretos&artigo=summorum_pontificum=bra